terça-feira, 17 de março de 2015

O Rio de Janeiro continua Lindo e Eu Estabanada

E como prometido eu voltei ao Rio, por apenas três dias, mas valeu super a pena pois viajei com uma amiga de infância com quem nunca havia viajado antes e conheci pessoas incríveis e lindas de coração que nos receberam muito bem em sua casa.

Meus pais e meu irmão me levaram ao aeroporto e como chegamos mais cedo resolvemos ir lanchar. Fomos para a praça de alimentação e pedimos nosso lanche e minha amiga me mandou uma mensagem avisando que já estava no aeroporto com o namorado e uma outra amiga que eu conheceria ali. Peguei meu lanche super feliz mas já tinha passado da hora do embarque e faltava apenas 30 minutos para viajarmos. 

Estava comendo e resolvi encaixar o canudo no copo para beber um pouco de coca-cola quando em câmera lenta eu vi o copo virando em cima da mesa sem poder fazer nada. Pronto, eu nem tinha viajado e meu lado estabanado havia se aflorado. Molhei a mesa inteira com coca-cola e minha mãe que estava na minha frente levou um banho tadinha. E onde eu coloquei meu bilhete de embarque? Exatamente, em cima da mesa, meu pai tentou salvar mas ele estava encharcado, colocamos em cima de outro papel enquanto eu acabava de lanchar e todas as pessoas do aeroporto olhavam para mim por causa do ocorrido. Olhei para o bilhete achando que ia conseguir usá-lo quando meu pai o pegou e falou "olha já ta quase seco, vai dar para usar" e o bilhete rasgou em dois. E claro saímos correndo novamente para o guichê para retirar outro e eis que a minha amiga me manda mensagem perguntando aonde eu estava porque já estavam embarcando. Consegui imprimir outro bilhete, me despedi ás pressas, corri para o portão de embarque que tinha uma fila enorme, entrei no avião e achei todos eles já acomodados e conheci a Monique, amiga da minha amiga, que foi até o Rio ouvindo minhas histórias e falando "minha filha você precisa rezar mais", pois é, eu também acho.

Chegamos ao Galeão e fomos direto para a parte de fora pegar um ônibus para ir até a casa do casal que iria gentilmente nos abrigar por esses dias. Eles moram na Barra então pegamos um Frescão e partimos para o nosso destino. Depois de algum tempo quase chegando ao destino, sentimos que havia algo errado com o ônibus, então ele apagou e o motorista tentou ligá-lo umas cinco vezes sem sucesso. O motorista levanta, vira para a gente e solta um "Foi bom enquanto durou, desce todo mundo", desce todo mundo?? Pois é, tivemos que descer e ele disse que demoraria mais ou menos uma hora para passar outro Frescão. A Monique avisou ao Célio, o dono da casa que iríamos ficar hospedados do acontecido e ele pediu que esperássemos numa parada, perto de onde o ônibus quebrou que ele iria nos buscar. E todos os três olhando para mim como seu eu tivesse algo a ver com aquilo, pode?.

Pegamos nossas malas e saímos andando, já era onze e meia da noite e o local aonde estávamos era bem escuro, mas como a parada não ficava muito longe fomos assim mesmo. Chegamos num cruzamento e o sinal estava abrindo mas a Monique e a Jackie conseguiram atravessar e eu e o Jeff ficamos para trás. Dei uma olhada e falei "acho que dá para a gente ir Jeff", ele olhou para mim e disse "peraí que ta vindo um carro chutado, depois dele nós vamos", ele deu uma olhada para trás e acabou correndo e indo e eu não entendi nada, esperei o carro passar e atravessei e resolvi dar uma olhada para trás também e o meu coração congelou, um cara que a gente não sabe de onde saiu estava atrás da gente e ele era muito estranho, cara fechada e quanto mais a gente andava mais ele andava também. Gente, vocês não têm noção do tanto que a gente andava rápido e a parada parecia ficar ainda mais longe. E sabe o Jeff?? O único homem com a gente?? Passou todas as mulheres e foi na frente, acredita?! A única coisa que eu pensava era "leva a mala mas não leva a bolsa por favor" porque a inteligente tava com o dinheiro todo dentro da bolsa. Até que avistamos dois táxis parados de frente com a entrada de um mercado e paramos ali, tremendo de medo, o cara começou a andar mais devagar, olhou bem para gente e seguiu em frente e advinha aonde ele parou? Bem nada parada que deveríamos esperar o Célio. Falamos com os Taxistas, esperamos um pouco e o cara saiu de lá, então seguimos o caminho e o Célio chegou bem na hora que chegamos na parada e entramos todos no carro rindo e contando sobre a "perseguição" e zoando o Jeff por ter abandonado a gente. E sabe o que ele disse? "Cara eu tava com o dinheiro da viagem todo dentro da carteira, não podia deixar o cara me pegar" mas o cara podia pegar a gente né Jeff?!! E fomos rindo até o apartamento porque nem sabíamos se de fato seríamos assaltados, mas já tínhamos até feito o plano de deixar a Monique de isca para o cara pegar e sair correndo já que ela tava com um salto enorme e não conseguia correr com a mala. 

Chegou a sexta feira e resolvemos ir ao Centro para que a Monique comprasse uma bolsa que ela estava querendo muito e almoçarmos com a Karina a dona do apartamento em que estávamos que trabalhava por lá. A noite combinamos de nos encontrarmos com o marido da Karina num shopping para lanchar e ir para casa. Chegando ao Shopping, encontramos com o Célio e fomos lanchar e quando estávamos entrando no Shopping não sei porque dei uma olhada para trás e paralisei, era ele, que lindo, comecei a dar pulinhos e chamei minha amiga discretamente, ou tentei ser discreta, e comecei a apontar para que ela olhasse para trás para ver o que eu estava vendo. E ela "qual o nome dele mesmo?" e quando eu ia responder a Monique veio com um "Marcos Palmeiras", e eu "não, não é o Marcos Palmeiras" mas quem disse que eu conseguia lembrar o nome dele, só vinha Marcos na minha cabeça mas eu sabia que não era então comecei "é o Raí, da Babalu, vocês não viram quatro por quatro? é o Raí da Babalu, gente é ele, ai meu Deus o Raí da Babalu" e ninguém conseguia lembrar o nome por causa do "Marcos". Tivemos que entrar no Google para achar o Marcelo Novaes. Gente ele é lindo, ta todo grisalho mas ta lindo e eu continuava dando pulinhos e sorrindo de felicidade por ter visto ele, porque sempre gostei desse papel que ele e a Letícia Spiller fizeram, mas me comportei, não gritei, nem meti o dedo na cara dele como fiz com o Ney Latorraca, me comportei como uma mocinha. Mas que vontade de pular no pescoço dele, todos ficaram rindo e minha amiga foi contar para os nossos novos amigos o mico que paguei com o Ney na última viagem ao Rio e advinha só, o Célio é sobrinho do Ney Latorraca, pode isso? Nós rimos bastante e o Marcelo Novaes foi embora vivo, sem traumas e lindo.

Queria deixar um momento muito fofo que tive o prazer de ver nas escadas do metrô. Um senhorzinho que mal conseguia andar e que eu estava duvidando que conseguisse subir todas aquelas escadas e que o observava caso precisasse de ajuda, parou no meio da escada quando observou uma senhorinha que ficou parada esperando que ele subisse para que ela pudesse descer. Ele parou, se espremeu nas escada e falou para ela descer que ele deixava ela passar e ela foi. Foi muito fofa a gentileza dele que mal se aguentava em pé com ela. E o Rio sempre me surpreende com essa gentileza das pessoas, como eles são prestativos e sempre tentam ajudar, são pessoas realmente lindas de coração.

A viagem foi perfeita pois conheci pessoas maravilhosas como o Casal Célio e Karina que nos receberam de braços abertos na sua humilde residência e a Monique amiga da minha amiga e que agora eu considero amiga. Fomos há um bar aonde os garçons davam um show literalmente, eles paravam de servir e começavam a cantar e nós dançamos, rimos, pulamos, cantamos e bebemos e conhecemos outro Raí, o nosso Garçom, que também teve que pular e cantar com a gente. Conhecemos a Praia da Reserva na Barra, andamos para cima e para baixo de ônibus e metrô e eu vi o Marcelo Novaes gente, só para enfatizar para quem não se tocou disso ali em cima. Três dias que aconteceram tantas coisas que pareceram dez dias.

É Rio, como sempre dizem, você continua lindo e o seu povo também. Aquele Abraço e até a próxima!